Espiritualidade

O que sei sobre Deus?
Apenas a sonoridade de uma luz matinal, uma voz que anela entre o desprendimento da folha e sua queda. Os livros não me disseram Deus, apenas borraram o meu olhar de criança. Aquele olhar que Deus não era.
Vejo Deus na oração.
Não como quem domina um tratado filosófico ou como quem deseja, numa ardência infundada, tecer argumento. Não o vejo límpido, não sei traduzi-lo, nomeá-lo e convencer o mundo. Meu dizer é inoportuno!
Sinto-o! Sem sentir, sem presença, com presença... Seu peso de pétala me curva e sou ausência. Sinto-o e aceno ao vazio que preenche meu espaço. Sei que Ele é esse vazio que divago e espero Nele o que não sei (Ele mesmo) Pe.Messias Nunes (Livro Enlace Espiritual).




Onde te escondeste...? Entre nós e Deus parece haver cortinas repletas de enfeites, figuras e rabiscos. Quase sempre somos atraídos apenas por essas imagens. Algumas dessas cortinas, são preenchidas por descrições, argumentos contra/a favor de Deus. E nos perguntamos: Onde te escondeste...? Esse Deus escondido não é indiferente ao ser humano. Ele mesmo desperta a alma para busca-lo. Assim, o místico é alguém que em Deus procura Deus. E que sofre sua ausência/presença. Que almeja, incessantemente, retirar a cortina a fim de perder-se no Mistério
Pe. Messias Nunes (Livro Enlace Espiritual).




O Eterno habita, "provisoriamente", a alma. Não que esta não seja sua morada ou que dela Deus se aparte. A pequenez e inconstância da alma não suportam a presença suave de Deus. E é Deus quem a "deixa", pois Ele a habitou e repousou sua grandeza nesta frágil pétala. Deus se ausenta para que a alma busque habitar Nele, como que numa participação humana no dom divino, um caminho árduo de desejo. Em seu íntimo, tateia na escuridão, nas noites escuras, sofre ausências de Deus que atrai, seduz, encanta e, em seguida, se esconde. Pedagogia de amor que gera no amado a necessidade de buscá-lo. Essas ausências de Deus nos ajudam a sermos mais humanos e a percebermos nossas pétalas que, nas fragilidades, geram perfumes Pe.Messias Nunes (Livro Enlace Espiritual).



Nutro uma desconfiança das multidões. Não há nelas atratividade e inteireza. Pela multidão não se chega ao centro do ser, mas o marginaliza. Na multidão, quase sempre, não se observa a sacralidade da linguagem; é próprio dela o desperdício das palavras. Curar-se das multidões, dentro e fora, eis um efeito da vida escondida (Pe.Messias Nunes).




A experiência do silêncio é o caminho a ser percorrido para o centro da nossa alma. No trajeto, nos labirintos e no centro de nós mesmos resplandecem a beleza que só o silêncio desvela. Isto é, a recuperação da imagem e semelhança com Deus. A priori é preciso caminhar por meio das deformidades, das angústias e dos escombros internos. Por isso, o caminho do silêncio requer paciência, uma vez que o corpo sofre o retorno ao habitar. Ele, que treinado a superficialidade do barulho e acostumado ao (des) habitar, se percebe náufrago de si mesmo. Quem procura o silêncio, não procura a paz, mas o confronto. A paz é a aceitação da condição interna oferecida a Deus.A experiência do silêncio é o caminho a ser percorrido para o centro da nossa alma. No trajeto, nos labirintos e no centro de nós mesmos resplandecem a beleza que só o silêncio desvela. Isto é, a recuperação da imagem e semelhança com Deus. A priori é preciso caminhar por meio das deformidades, das angústias e dos escombros internos. Por isso, o caminho do silêncio requer paciência, uma vez que o corpo sofre o retorno ao habitar. Ele, que treinado a superficialidade do barulho e acostumado ao (des) habitar, se percebe náufrago de si mesmo. Quem procura o silêncio, não procura a paz, mas o confronto. A paz é a aceitação da condição interna oferecida a Deus.A experiência do silêncio é o caminho a ser percorrido para o centro da nossa alma. No trajeto, nos labirintos e no centro de nós mesmos resplandecem a beleza que só o silêncio desvela. Isto é, a recuperação da imagem e semelhança com Deus. A priori é preciso caminhar por meio das deformidades, das angústias e dos escombros internos. Por isso, o caminho do silêncio requer paciência, uma vez que o corpo sofre o retorno ao habitar. Ele, que treinado a superficialidade do barulho e acostumado ao (des) habitar, se percebe náufrago de si mesmo. Quem procura o silêncio, não procura a paz, mas o confronto. A paz é a aceitação da condição interna oferecida a Deus (Pe.Messias Nunes).






Eis a alegria sacerdotal: subir e descer do altar com o coração permanente, fixo e movido pelo altar. No altar se realiza a vida do padre, porquanto, ele se consome de amor ao Cordeiro Imolado. A subida ao altar não é entrar em cena, teatralizar... o altar não é palco, mas experiência de sacrifício. O padre sobe ao altar para oferecer ao mundo o eterno mistério da redenção: "O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Cada palavra pronunciada no altar devolve e renova a alegria da salvação. No altar, o coração do padre deve sofrer a cruz (Pe.Messias Nunes).